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A decisiva inovação para criar novos líderes do direito

Livro expõe os desafios para uma “nova Justiça”

 “Da Torre de Marfim ao Vale do Silício – o papel decisivo da tecnologia e da inovação para universalizar o acesso à justiça e criar os novos líderes do direito brasileiro” (editora Appris) é o livro de estreia de Ana Blasi, advogada e ex-juíza do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Santa Catarina. O pré-lançamento, no próximo dia 14 de janeiro, será no Rio Innovation Week, no  Jockey Club, na Gávea, Rio de Janeiro, maior evento de inovação e tecnologia já realizado na América Latina. A autora vai autografar o livro no espaço Dome Ventures, das 16h às 17h. 

Em sua obra, Ana  Blasi se aprofunda no papel da justiça, do direito e do advogado na era da informação e da tecnologia.  E busca capturar a fricção entre o novo e o que está estabelecido hoje no mercado brasileiro de serviços jurídicos, a partir da própria experiência, como entusiasta da tecnologia, ao viver uma imersão transformadora no Vale do Silício californiano. 

Ana Blasi lembra “que novas tecnologias e modelos de negócio e gestão, que tanto fizeram pela mudança em segmentos inteiros do setor de serviços, como varejo, transportes, turismo, agora estão ganhando espaço no tradicional e ainda analógico mercado jurídico brasileiro. A chegada das legal e lawtechs por aqui vêm causando um misto de entusiasmo e receio entre operadores do direito. Há muita coisa sobre a mesa nesse momento”, adianta ela. E “Da Torre ao Vale” se propõe retratar o momento desse conhecido processo que está por demandar outro perfil de profissional”, destaca a autora.

 Afinal, o que separa o profissional jurídico de hoje do profissional jurídico do futuro?  “Da Torre ao Vale”,  embora neutro em relação aos fatos que retrata, não se propõe a essa posição de neutralidade em relação ao resultado desse confronto entre o hoje e o ontem. A obra defende que, qualquer que seja o resultado desse processo, é preciso que os operadores do direito tragam mais inovação, clareza e agilidade às demandas da sociedade, utilizem linguagem menos hermética e garantam amplo acesso à justiça do imenso contingente de brasileiros que ainda hoje encontram-se desamparados em disputas tantas vezes assimétricas. Um mercado capaz de movimentar R$ 50 bilhões/ano, como o de serviços jurídicos, e de arregimentar mais 2,5 milhões de profissionais certamente não carece de recursos para atender essas dezenas de milhões de brasileiros — “o que nos falta é apenas uma mentalidade mais aberta ao novo”, diz a autora.   

  Com prefácio de Daniel Marques, diretor executivo da Associação Brasileira das lawtechs e legaltechs, o livro mostra também a importância do avanço das tecnologias na coleta, organização de dados e análise de informações com base em pesquisas, dados e referências internacionais, Ana Blasi reforça que o modelo atual de advocacia precisa enfrentar esses desafios para ampliar  o acesso democrático à justiça.

Sobre a autora: é advogada, mestra em Direito do Estado pela Universidade Federal de Santa Catarina, sócia-titular do escritório Blasi & Valduga Advogados Associados e ex-juíza do Tribunal Regional Eleitoral de Santa Catarina (TRE-SC). Por seu papel na campanha “Mulheres na política, elas podem, o Brasil precisa”, ganhou o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós, concedido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. É ex-diretora da Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina e foi secretária estadual de Administração de Santa Catarina.

Escrito por Redação

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