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Afinal, em que você está se transformando?

A transformação digital já estava na agenda de muitas empresas e de seus profissionais há algum tempo, mas, desde o início dessa pandemia, tornou-se vital para a nossa sobrevivência. Creio que existam, hoje, poucos líderes que não reconheceriam o imperativo de adaptar suas empresas para competirem melhor na economia atual. E quem investiu nesta mudança, desde antes da crise ocasionada pelo COVID-19, com certeza conseguiu se adaptar muito mais facilmente quando o mundo se viu obrigado a isolar-se fisicamente.

No entanto, uma pergunta a que poucas companhias conseguem responder até hoje de forma convincente é: “em que você (no caso, a empresa) está se transformando?”. Geralmente as respostas são “uma organização mais centrada no cliente”, “uma organização ágil” ou, ainda, “uma empresa capaz de atender às necessidades de futuros clientes”.

Porém, a resposta aqui deveria começar por “estamos nos tornando num negócio digital que…”. Sim, a digitalização exige que você administre toda a empresa com uma visão de que o digital vem primeiro, ou digital first. E, para operar com confiança, visando essa mudança de cultura e mindset, faz-se necessária a compreensão de uma série de componentes estratégicos por todos na organização.

Como a proposta aqui é o olhar para frente, compartilho o que aprendi ao longo deste ano atuando na área de birôs de crédito:

Identifique seus objetivos

À medida em que você avança da estratégia para a execução, é importante estabelecer objetivos. Os negócios digitais costumam ser discutidos apenas sob a perspectiva da lente da experiência digital do cliente. E, embora vital, isso é apenas uma parte da história. Toda organização terá um conjunto ligeiramente diferente de objetivos, com prioridades diferentes. Mas a definição das metas é o primeiro passo – e vital – para o alinhamento organizacional. É imprescindível pensar em como toda a estrutura vai cooperar para que não haja nenhum problema – nem na hora da construção da transformação digital e tampouco depois que ela já estiver finalizada.

Estude as tecnologias disponíveis no mercado

O próximo passo é estar ciente das tecnologias que estão no mercado. Observe o máximo de coisas possíveis: automação inteligente, incluindo colaboração homem-máquina, internet das coisas e, claro, segurança cibernética. E aqui, se me permitem, utilizarei um bom exemplo do Crivo, da TransUnion – uma solução que possibilita a automatização de processos para análises de perfis e aprimoramento das decisões de risco utilizada por muitos dos nossos clientes Brasil afora, principalmente dos segmentos financeiro, seguros, telecomunicações, varejo, meios de pagamento e e-commerce.

Visualize a futura plataforma para negócios digitais

Arquitetonicamente, facilitadores de tecnologia, como plataformas para negócios digitais, sistemas de engajamento, aplicativos móveis, ferramentas de experiência do cliente e de visualização de dados, podem ser utilizados para montar um ecossistema altamente virtualizado. Com base em sua perspectiva, você selecionará combinações poderosas para alcançar os resultados comerciais desejados em sua empresa, a exemplo de melhorar a experiência digital de seus consumidores, aprimorar o local de trabalho digital, transformar processos de negócios, otimizar a infraestrutura, simplificar o gerenciamento e implementar uma postura de segurança cibernética adaptável.

Organize a inovação nos negócios digitais

Tendo estabelecido o ecossistema para os negócios digitais, as organizações selecionarão as tecnologias disruptivas e facilitadoras, com base em seus resultados comerciais específicos. Os serviços fundamentais serão selecionados a partir de necessidades de funcionalidades, como um botão de compra, e orientadas por resultados. Grupos comuns de serviços pré-integrados e amigáveis surgirão para que você não precise atuar por conta própria.

Outro exemplo de transformação que podemos dar é do pag!, FinTech que oferece cartão de crédito e conta digital sem tarifas e que queria abrir novos mercados. Após adotar as soluções inovadoras da TransUnion, como Score 3D e Renda Presumida, acessando informações confiáveis de possíveis consumidores para a tomada de decisão de concessão ao crédito, a empresa aumentou o tamanho de sua base de clientes, atingindo o marco de 1 milhão de cartões de crédito concedidos.

Execute uma jornada ágil para a futura plataforma

Por fim, ao planejar a migração para qualquer novo local, é importante ter em mente que vivemos em um mundo híbrido de TI. Portanto, estarão à frente do mercado as organizações que internalizarem essas mudanças rapidamente, mas com todo o cuidado para não pular etapas, enquanto suportam e mantêm seus aplicativos e infraestrutura existentes. Alguns elementos podem ser aposentados e outros, modernizados, podendo coexistir e ser integrados ao novo modelo.

Como perceberam, estamos falando de um processo que não será implementado do dia para a noite e que precisa ser pensado e bem articulado de tal forma que, daqui algum tempo, se torne natural para todos os colaboradores da organização. E, embora possa ser um desafio no curto prazo, os ganhos comerciais em longo prazo são significativos e sem data de validade. Afinal, a mudança dos negócios tradicionais para os negócios digitais não é sobre o destino – e sim sobre a jornada.

Alexandre dos Reis, Head de Decision Services da TransUnion Brasil

Escrito por Redação

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